Conheço um antigo conto de fadas romeno, altamente impopular mesmo nas suas primeiras iterações. Pode ser baseado em um evento específico ou talvez seja uma extrapolação de histórias existentes do Slender Man. A tradução com a qual estou mais familiarizado é mais ou menos assim:
Era uma vez meninas gêmeas, Stela e Sorina. Elas eram meninas corajosas e não tinham medo do escuro, nem de aranhas e outras coisas rastejantes. Enquanto outras moças e até meninos se encolhiam, Stela e Sorina andavam de cabeça erguida. Elas eram boas meninas, obedientes à mãe, ao pai e à palavra de Deus. Eles eram os melhores filhos que uma mãe poderia pedir, e essa foi a ruína deles.
Um dia, Stela e Sorina estavam com a mãe colhendo frutas da floresta. A mãe pediu que ficassem perto dela, e eles ouviram, pois eram boas crianças. O dia estava claro e brilhante, e mesmo enquanto caminhavam mais perto do centro da floresta, a luz mal diminuía. Estava quase claro como o meio-dia quando encontraram o homem alto.
O homem alto estava em uma clareira, vestido de nobre, todo de preto. Sombras jaziam sobre ele, escuras como uma meia-noite nublada. Ele tinha muitos braços, todos longos e desossados como cobras, afiados como espadas, contorcendo-se como vermes nas unhas. Ele não falou, mas deu a conhecer suas intenções.
A mãe deles tentou não ouvir, mas não conseguiu desobedecer ao homem alto, assim como não conseguiu esquecer como respirar. Ela entrou na clareira, com suas filhas logo atrás dela. "Stela", ela disse, "pegue minha faca e corte um círculo no chão grande o suficiente para deitar" Stela, que não tinha medo do homem alto, nem medo da aljava na voz de sua mãe, obedeceu ao que sua mãe disse. "Sorina", disse a mãe, "pegue as frutas e espalhe-as no círculo, e esmague-as sob os pés até que o suco manche a terra" Embora Sorina se perguntasse por que sua mãe lhe pediu para fazer tal coisa, ela obedeceu, porque era uma boa menina.
- Stela! - Disse a mãe.
- deita-se no círculo. - Stela, embora preocupada que pudesse manchar suas roupas, fez o que sua mãe pediu.
- Sorina! - Disse a mãe, e ordenou que Sorina abrisse a irmã com a faca. Sorina não poderia; não faria.
- Por favor! - Disse sua mãe.
- Se não fizer isso, será pior. Muito pior.
Mas Sorina não conseguiu, jogou a faca fora e correu para casa, chorando. Ela se escondeu debaixo da cama, com medo pela primeira vez na vida. Ela esperou até que seu pai voltasse dos campos e contou-lhe sobre a coisa terrível que havia encontrado na floresta. Seu pai a confortou e disse que ela estaria segura. Ele foi até a floresta, com o machado na mão, e, como ele ordenou, ela ficou perto da lareira, esperando seu retorno. Depois de algum tempo, ela adormeceu. Quando ela acordou, foi ao som de bater à sua porta na hora mais escura da noite. "Quem está aí?" ela disse.
- É seu pai. - Disse a aldrava.
- Eu não acredito em você! - Disse Sorina.
- É sua irmã. - Disse a aldrava.
- Não pode ser! - Disse Sorina.
- Eu sou sua mãe! - Disse a aldrava.
- E eu disse que seria pior.
A porta, bem trancada antes de seu pai partir, abriu-se como se tivesse sido deixada entreaberta. Sua mãe interveio, a cabeça de sua irmã agarrada em uma mão ensanguentada, a de seu pai na outra.
- Por quê? - Chorou Sorina.
- Porque. - Disse sua mãe
- Não há recompensa pela bondade; não há trégua para a fé; não há nada além de dentes de aço frios e fogo flagelante para todos nós. E está vindo atrás de você agora. O homem alto deslizou do fogo e apertou Sorina em seu abraço ardente. E esse foi o fim dela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário